ENTREVISTA COM O ESPECIALISTA EM AVALIAÇÃO PROFESSOR CIPRIANO LUCKESI
http://www.ciprianoluckesi.com.br/
TEMA: AVALIAÇÃO DIAGNOSTICA
O educador tem o papel de inclusão através do ato de avaliar e não de examinar. O ato de examinar observa o exame por ser pontual, classificatória e excludente. Já o ato de avaliar é contrario do examinar, ou seja, inclui o aluno, não é classificatório e não pontual (não é imediatista) e isto leva a autonomia do aluno.
A pedagogia que predomina nos dias de hoje vem dos séculos XVI e XVII, assim como o modelo de exame como conhecemos. O ordenamento dos estudos e das normas de avaliação que fazemos até hoje como a aplicação de provas, vem Tb do século XVI. Alguns teóricos romperam com a pedagogia tradicional, como Piaget e Paulo Freire, mas a pedagogia tradicional prevalece até hoje.
Nos séculos XVI e XVII existia a figura do escolarca, representante da escola que fazia uma prova única para todas as escolas para verificar se todas estão funcionando bem, ato muito semelhante ao Enade e a prova Brasil. Hoje os exames continuam sendo excludentes, e querem que o ser humano já venha pronto. Para a avaliação que visa o processo, os exames tradicionais não funcionam, pois a avaliação deve ser utilizada através de uma pedagogia construtiva, como de Montessori, Paulo Freire e Piaget, que admite o ser humano não como um ser pronto e sim em movimento, afinal o ser humano é um ser em desenvolvimento.
A avaliação diagnostica para reorientar o aluno. O objetivo não é aprovar ou reprovar e sim de construir um conhecimento visando a autonomia. Portanto, não é necessário mudar os instrumentos de avaliação e sim o seu uso e postura. Em vez de usar como um ato classificatório, usa-lo para diagnosticar o desempenho do aluno.
*Resumos das matérias do curso de História, licenciatura, 6º período - 2013.1, da UGF/RJ* (tem matérias também dos 4º e 5º períodos) - atualizado semanalmente - ** Contatos para aulas: ale_santost@hotmail.com - Rio de Janeiro/RJ ** Blog com meu trabalho no município: http://blogdaprofessoraale.blogspot.com.br/
terça-feira, 27 de março de 2012
AMERICA 2 - aulas 26/03 e 27/03
AMERICA 2 – AULAS 26/03 E 27/03
A Espanha determinava o que e como seria produzido e isto sustentava a coroa, o que deixava a balança comercial favorável. No pos independência da America espanhola houve um rompimento brusco devido a quebra do pacto colonial, já que a Espanha se viu sem recursos para investir na economia e isto gerou uma quebra do fluxo de caixa tornando a balança comercial desfavorável. Os espanhóis voltaram para a Espanha e com isso houve uma fulga de capitais. Essa saída foi devido a instabilidade política na America. Esta quebra do pacto colonial começa em meados de 1808 com a querra de independência da argentina e durou até 1845 com a independência da Bolívia. Esta quebra do pacto colonial representa a inserção da America do seu mercado de consumo aberto à disputa mundial. A America passou a consumir produtos ingleses e desta forma sustentou a revolução industrial inglesa no inicio do sec XIX.
Guerra gera crise e estagnação da economia, fruto de uma intensa instabilidade política, o território fica sem governantes fixos. As minas são destruídas porque isso limita o capital gerado para a guerra do inimigo. Como a atividade principal da America espanhola eram as minas, ao dinamita-las e imunda-las a produção fica reduzida ou acaba e isso gera déficit. Outro motivo para a instabilidade devido a mão de obra do campo ser destinada a guerra sem treinamento militar, o que leva a morte dos mesmos e com isso as terras são perdidas. Em suma a estagnação econômica é devido a destruição das minas e pela ida dos camponeses as guerras.
Os ingleses apóiam as guerras de independência mas não fornecem armas ou qualquer ajuda. Mas, vendem seus produtos à America mesmo com baixo lucro, já que com as minas destruídas, a America ficou sem recursos. Sem contar que a disputa por vários comerciantes ingleses faz com que os preços baixem. Desta forma podemos concluir que a independência não gerou riqueza e sim dependência do capital estrangeiro, que era requisitado através de empréstimos.
A independência da America espanhola precisava ser reconhecida pelas potencias européias para ter legitimidade. Para tanto a Europa exigiu a assinatura de tratados de comércios desiguais, que eram baseados em clausulas da nação mais favorecida, ou seja,que produzia. Como a America estava sem manufaturas, as nações européias eram as favorecidas. Não é a toa que a Inglaterra tinha taxas alfandegárias especiais, chegando a 8% a pagar para o Brasil. Isso tornou a America espanhola cada vez mais dependentes até 1940, onde os tratados foram denunciados. No Brasil os tratados foram denunciados em 1842.
Como o governo se sustentou no pos independência? Num primeiro momento houve uma euforia com o investimento do capital financeiro. Os capitalistas ingleses ficaram de olho na prata e começam a emprestar dinheiro as novas nações em troca a exploração das minas por 20 anos e dos portos – alfândega - por 25 anos. Então a America espanhola se sustenta através do empréstimo do capital inglês. Estes governos dos estados nação precisam destes investimentos para evitar golpes e para tanto era necessário investir no exercito. Para que este não dê um golpe de estado era necessário um investimento no mesmo, e desta forma os governos tentavam se mater. No segundo momento esta euforia passa porque os europeus percebem o esgotamento das minas e que para restaura-las seria necessário recursos e novas tecnologias. Ocorre também que há pouco consumo devido a queda da prata e com isso os portos não são Tb um bom negocio. Então o capital deste momento é comercial, já que o capital financeiro se retira devido a estagnação econômica e a quebra dos estados nação. As pessoas estão empobrecidas, poucos investimentos e a manufatura local quebra. O governo emite títulos de divida publica, que devem ser pagas 20 anos depois, levando a divida para o outro governo.
OFICINA III - aula 26/03
TRABALHO DE AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA
1ª parte: Definir um conceito e escolher autores que trabalhem com o conceito escolhido e ao final colocar em pauta se concorda ou discorda com os autores.
2ª parte: aplicar este conceito em sala de aula. Fazer um plano de aula (para 50 min de aula), dizendo qual o publico alvo e como se vai trabalhar o conceito com a turma.
3ª parte: Cuidado com a formatação (ABNT)
Letra: times new roman, 12
Espaçamento: 1,5 entrelinhas
Texto: justificado
paginas: minimo 4 e maximo 10 paginas.
nota de rodapé - ver ABNT
citações: sem espaçamento, recuo de 4 cm do texto
1ª parte: Definir um conceito e escolher autores que trabalhem com o conceito escolhido e ao final colocar em pauta se concorda ou discorda com os autores.
2ª parte: aplicar este conceito em sala de aula. Fazer um plano de aula (para 50 min de aula), dizendo qual o publico alvo e como se vai trabalhar o conceito com a turma.
3ª parte: Cuidado com a formatação (ABNT)
Letra: times new roman, 12
Espaçamento: 1,5 entrelinhas
Texto: justificado
paginas: minimo 4 e maximo 10 paginas.
nota de rodapé - ver ABNT
citações: sem espaçamento, recuo de 4 cm do texto
MODERNA II - aula 26/03
MODERNA II – AULA 26/03
O ILUMINISMO: PROPOSTAS E PRATICAS
1 – Tolerância religiosa concebida como um dever moral, imposto pela razão humana, levando a condenação tanto das religiões de estado quanto das disputas entre diferenças crenças: É uma defesa da autonomia humana. Por isso os filósofos criticam as igrejas organizadas – igreja católica – não pelo seu papel evangelizador e sim pelo uso político da religião, que envenena a sociedade prejudicando a razão. Esta religião ligada ao estado representa uma ameaça a liberdade de consciência. O iluminismo Tb critica as guerras religiosas que lutam pelo poder, desde a ocorrência da reforma protestante. O antídoto segundo o iluminismo é uma atitude diante da fé chamada deismo, ou seja, a fé em deus aproxima as pessoas, o que as separa é a própria igreja. O iluminismo acredita na existência de deus e na fé no mesmo, mas de forma purificada, sem frequentar igrejas, sem o aparato da liturgia que parece superficial, pois a essência da fé não deve estar ligada a rituais e sim dentro da própria consciência, se tornando uma fé mais racional.
2 – luta pelo estabelecimento de novas legislações baseadas na razão inspirada na confiança no sistema das leis como capaz de assegurar a virtude e a felicidade dos homens: o direito e as leis são as áreas preferidas dos filósofos. Isso acontece porque por meio da ciência os físicos decifram as leis da natureza e da matemática. Então, a razão humana Tb pode ser usada para decifrar as leis da sociedade, pois estas leis moldam a própria sociedade que a constituiu. Escrever novas leis representa um instrumento eficiente de transformar a sociedade e assim avançar para o progresso. Não há mais lugar no mundo para o absolutismo real pois eleva o rei como acima das leis, pois segundo eles, o rei é a lei em movimento. Essa visão é criticada como tirânica, pois as leis devem ser aplicadas a todos.
3 – defesa de uma reforma dos códigos e processos criminais com a substituição das sentenças como castigos pela concepção das mesmas como instrumentos para a educação do criminoso e da sociedade: existe uma preocupação com a aplicação cotidiana das leis, que devem ser aprimoradas para ocorrer o avanço da sociedade, onde elementos de barbárie devem ser combatidos. O iluminismo propõe que as prisões devem ser um espaço educativo, de regenaração, onde o criminoso deve ser punido de acordo com o crime que cometeu, sem exageros. O objetivo é de reintegra-lo a sociedade.
4 – atitude de solidariedade dirigida a parcela mais sofrida e carente da humanidade, conduzindo a tomadas de posição em relação a escravidão, a servidão, a doença, a fome e a pobreza: filantropia busca a solução dos problemas sociais através de um diagnostico desses males. é uma compreensão mais racional dos males. já a caridade não existe este diagnostico e não busca soluções, mantendo a sociedade neste estado de pobreza. No conceito espiritual tanto caridade quanto filantropia tem o significado de solidariedade, apesar que no fundo existe uma desigualdade que está contido no status social. Mas, existe a identidade fundamental, onde na caridade todos nós somos criaturas de deus e na filantropia todos nós pertencemos a mesma humanidade. A filantropia é uma relação entre o ser humano e o outro. Na caridade se encontra 3 elementos: quem pratica a doação, quem recebe e deus. A filantropia é um dever de consciência de todos os homens racionais para colocar em pratica a filosofia iluminista. Desta forma o iluminismo ajuda a difundir causas como o abolicionismo, contra a fome, contra a guerra, pois isso corrompe a sociedade e evita que os homens se desenvolvam racionalmente. Desta forma surgem novas associações que buscam por em pratica os ideais iluministas dando um tratamento mais racional as mazelas da sociedade.
5 – militância em favor de uma futura paz universal dos povos e nações como fruto da difusão progressiva das luzes: a guerra para os iluministas representa a irracionalidade. Desta forma o patriotismo exagerado é criticado porque apesar de unir as pessoas, se este amor não for bem medido pode resultar num sentimento de ódio aos estrangeiros, levando a guerra. O iluminismo prega o comospolitismo, ou seja, uma cidadania universal, acima da cidadania ligada a pátria, pois a verdadeira pátria de todo ser humano é a humanidade pois falamos todos a mesma língua da razão, apesar dos idiomas diferentes. Então, no futuro qd a razão for um bem para todos não existirá lugar para a guerra.
segunda-feira, 26 de março de 2012
BRASIL 2 - aula 22/03
O GOVERNO JOANINO NO BRASIL - (SEC XIX: 1808 - 1821)
O PREDOMINIO INGLES
- concessão aos cidadãos ingleses do direito de contarem com juizos especiais.
- liberdade de consciencia e culto para os suditos da inglaterra
- redução dos direitos alfandegarios cobrados pelas mercadorias inglesas.
- aumento no numero de navios encontrados nos portos brasileiros, com destaque para embarcações estrangeiras
- redução das margens de lucro dos comerciantes portugueses
O REINO UNIDO (1815 - 1821)
- aprofundamento das divergencias entre os interesses do reino de portugal e os do Brasil
- estabelecimento de uma "sociedade de corte" na cidade do Rio de Janeiro
- fortalecimento da parcela da elite brasileira e organizada em torno da "nova corte"
- descontentamento das elites das capitanias mais distantes com a politica da coroa
EXPLICAÇÃO
PREDOMINIO INGLES
A ideia fundamental da aula focaliza o periodo da chegada da corte até a partida de D. João e coloca em cena a ideia do relacionamento complexo entre Portugal e Brasil, que é composta por várias etapas. Com a abertura dos portos chega ao fim o relacionamento entre Portugal e Brasil de pacto colonial (1808) e então parece tomar forma a ideia do imperio luso brasileiro, fomentado desde o sec XVIII, um ideal de interação e de entrosamento entre os europeus e brasileiros. Este mito até pareceu se tornar realidade, mas foi desaparendo entre 1808 e 1822, justamente no proprio governo joanino dá inicio ao esvaziamento deste mito devido a interesses particulares das elites dando lugar a consciencia de distancia entre POrtugal e Brasil, metaforicamente geografica, mas na pratica pelos interesses diferentes de cada lugar. Um dos fatores para o fracasso do ideal do imperio luso brasileiro tem relação com o predominio britanico tanto no Brasil quanto em Portugal. Isso é uma marca da hegemonia inglesa que impoe seu imperio maritmo comercial à Portugal e tb ao Brasil durante o Brasil imperial.
Existe a ideia de privilegios aos ingleses no Brasil, que podem ser comprovados pelos tratados de 1810, o que aprofunda o relacionamento destas duas nações. Outro ponto importante é o controle do comercio, já que a Inglaterra era a unica nação que tinha condições de enviar navios comerciais ao Brasil em tempo de guerra.
1808 - transferencia da corte e abertura dos portos: do ponto de vista de Portugal a chegada da corte significou a perda a importancia simbolica da realeza em Lisboa. Do ponto de vista dos suditos se sentiram orfaos devido a tranferencia, simbolicamente (pois o rei significa o pai da sua terra. dos seus suditos) e na politica. Em 1811 as tropas napoleonicas foram expulsas de POrtugal, mas, teve que conviver com as tropas inglesas - que vieram em seu auxilio contra Napoleâo - em seu territorio quase como um poder independente. O conselho substituro do governo regio se viu influenciado pelos ingleses.
Para o Rio de Janeiro significou prestigio e ascensão social. A abertura dos portos significou uma movimentação positiva para o comercio e deu inicio a uma nova era de prosperidade. Já para portugal, isso significou a perda nos lucros e fim do monopolio, afinal, a concorrencia da manufatura inglesa no Brasil liquidou as manufaturas portuguesas no territorio o significou uma estagnação na economia portuguesa. Todas essas situações levaram a uma consciência dos diferentes interesses de POrtugal e Brasil. A elite portuguesa exige que D. João volte porque isso representaria uma restauração de POrtugal.
O predominio ingles se cristaliza a partir de 1810 com a assinatura do tratado da aliança e amizade e de comercio e navegação. Portugal estava fragilizado e portanto esses tratados o subordinava à Inglaterra. O tratado de comercio e navegação fala dos privilegios dos ingleses em territorio brasileiro, tais como, uma justiça só para eles, com juizes especiais para os suditos ingleses. Isto resguarda interesses e traz conforto aos suditos. Existe tb a clausula de liberdade de consciencia e de culto, justamente numa epoca que igreja e estado se unem. A igreja se escandaliza com esta concessão onde a maioria são de protestantes, luteranos e metodistas. Outra vantagem consagra o predominio comercial no Brasil, marcado pela redução do imposto às mercadorias britanicas. A abertura dos portos era composta por impostos fixados a 24%, para manter os cofres reais. Com o tratado, a inglaterra pagaria apenas 15%, menos ainda que os proprios portugueses, que pagariam 16%. Isso foi uma vantagem à industria britanica. Isso representa o aprofundamento das vantagens inglesas e o resultado é uma mudança no porto, pois cada vez mais há desembarque de navios de bandeiras estrangeiras, ligado ao decrescimo de importancia dos navios portugueses.
Portugal se torna sem importancia para o Brasil. Muitos comerciantes portugueses vão a falencia por causa desta depressão economica de 1810, e isto prepara terreno para a nossa independencia, afinal, são sentimentos de frustação ligados a perdas economicas.
O REINO UNIDO - 1815/1821
Esse afastamento de interesses já mencionado reduz o ideal do imperio luso brasileiro. Esta elevação do Brasil a reino unido de Portugal deu uma autonomia ao Brasil em relação aos interesses europeus. Isso é momento simbolico que deixa para tras o tempo do Brasil colonia e aumenta o status do Brasil. A aclamação de D. João como rei no Rio de Janeiro é tb um evento simbolico que aumenta o status do Rio de Janeiro.
Em 1814/1815 acaba a guerra na Europa. Por que a corte não voltou para lisboa? A politica britanica fez pressão para esta volta, além dos suditos apoiarem esta ideia. Mesmo assim a corte ficou até meados de 1821, e mesmo assim, só uma parte retorna. A corte se manteve no Brasil pois aqui estava o potencial de grandes negocios. Existe o medo do Fantasma da republica, uma questão politica, pois ir embora significaria que não teria mais lugar para a dinastia dos Bragança. As elites que ficaram no Brasil tinham interesses que a corte permanecesse, pois precisavam dos seus cargos e sem a corte seria impossivel mante-los. Em suma, o pensamento foi de: é melhor reinar no inferno do que servir no céu. Voltar para portugal significaria se submeter a inglaterra. Isto representou uma afronta aos interesses britanicos.
Nesta epoca ainda não existe a ideia de Brasil como um territorio unificado e sim um centro de poder emergente que se estabelece no Rio de Janeiro e no seu entorno, que mede forças com Lisboa e qué é olhado com estranheza pelas elites mais distantes, como a do nordeste e do sul. Passa-se a usar a expressão centro-sul na região do Rj e das proximidades, onde a proximidade fisica com o rei é a chave para grandes oportunidades de negocio.
A sociedade de cortes no RJ foi de dimensão cultural, novos habitos de consumo, de diversão cultural, onde o espaço festivo se torna o lar, o que antes era só na igreja. É uma tentativa de equiparar parametros europeus, principalmente de Londres e Paris. Também isso tudo se refere a nova realidade politica de proximidade com o monarca, importante do ponto de vista politico e financeiro, que significava prestigio, poder e oportunidade. Vantagem essa que levou a insatisfação das elites distantes do monarca o que levou a guerras que culminaram na independencia, como a revolução pernambucana de 1817, onde tb era pauta o descontentamento dos impostos determinados pela corte no RJ.
O PREDOMINIO INGLES
- concessão aos cidadãos ingleses do direito de contarem com juizos especiais.
- liberdade de consciencia e culto para os suditos da inglaterra
- redução dos direitos alfandegarios cobrados pelas mercadorias inglesas.
- aumento no numero de navios encontrados nos portos brasileiros, com destaque para embarcações estrangeiras
- redução das margens de lucro dos comerciantes portugueses
O REINO UNIDO (1815 - 1821)
- aprofundamento das divergencias entre os interesses do reino de portugal e os do Brasil
- estabelecimento de uma "sociedade de corte" na cidade do Rio de Janeiro
- fortalecimento da parcela da elite brasileira e organizada em torno da "nova corte"
- descontentamento das elites das capitanias mais distantes com a politica da coroa
EXPLICAÇÃO
PREDOMINIO INGLES
A ideia fundamental da aula focaliza o periodo da chegada da corte até a partida de D. João e coloca em cena a ideia do relacionamento complexo entre Portugal e Brasil, que é composta por várias etapas. Com a abertura dos portos chega ao fim o relacionamento entre Portugal e Brasil de pacto colonial (1808) e então parece tomar forma a ideia do imperio luso brasileiro, fomentado desde o sec XVIII, um ideal de interação e de entrosamento entre os europeus e brasileiros. Este mito até pareceu se tornar realidade, mas foi desaparendo entre 1808 e 1822, justamente no proprio governo joanino dá inicio ao esvaziamento deste mito devido a interesses particulares das elites dando lugar a consciencia de distancia entre POrtugal e Brasil, metaforicamente geografica, mas na pratica pelos interesses diferentes de cada lugar. Um dos fatores para o fracasso do ideal do imperio luso brasileiro tem relação com o predominio britanico tanto no Brasil quanto em Portugal. Isso é uma marca da hegemonia inglesa que impoe seu imperio maritmo comercial à Portugal e tb ao Brasil durante o Brasil imperial.
Existe a ideia de privilegios aos ingleses no Brasil, que podem ser comprovados pelos tratados de 1810, o que aprofunda o relacionamento destas duas nações. Outro ponto importante é o controle do comercio, já que a Inglaterra era a unica nação que tinha condições de enviar navios comerciais ao Brasil em tempo de guerra.
1808 - transferencia da corte e abertura dos portos: do ponto de vista de Portugal a chegada da corte significou a perda a importancia simbolica da realeza em Lisboa. Do ponto de vista dos suditos se sentiram orfaos devido a tranferencia, simbolicamente (pois o rei significa o pai da sua terra. dos seus suditos) e na politica. Em 1811 as tropas napoleonicas foram expulsas de POrtugal, mas, teve que conviver com as tropas inglesas - que vieram em seu auxilio contra Napoleâo - em seu territorio quase como um poder independente. O conselho substituro do governo regio se viu influenciado pelos ingleses.
Para o Rio de Janeiro significou prestigio e ascensão social. A abertura dos portos significou uma movimentação positiva para o comercio e deu inicio a uma nova era de prosperidade. Já para portugal, isso significou a perda nos lucros e fim do monopolio, afinal, a concorrencia da manufatura inglesa no Brasil liquidou as manufaturas portuguesas no territorio o significou uma estagnação na economia portuguesa. Todas essas situações levaram a uma consciência dos diferentes interesses de POrtugal e Brasil. A elite portuguesa exige que D. João volte porque isso representaria uma restauração de POrtugal.
O predominio ingles se cristaliza a partir de 1810 com a assinatura do tratado da aliança e amizade e de comercio e navegação. Portugal estava fragilizado e portanto esses tratados o subordinava à Inglaterra. O tratado de comercio e navegação fala dos privilegios dos ingleses em territorio brasileiro, tais como, uma justiça só para eles, com juizes especiais para os suditos ingleses. Isto resguarda interesses e traz conforto aos suditos. Existe tb a clausula de liberdade de consciencia e de culto, justamente numa epoca que igreja e estado se unem. A igreja se escandaliza com esta concessão onde a maioria são de protestantes, luteranos e metodistas. Outra vantagem consagra o predominio comercial no Brasil, marcado pela redução do imposto às mercadorias britanicas. A abertura dos portos era composta por impostos fixados a 24%, para manter os cofres reais. Com o tratado, a inglaterra pagaria apenas 15%, menos ainda que os proprios portugueses, que pagariam 16%. Isso foi uma vantagem à industria britanica. Isso representa o aprofundamento das vantagens inglesas e o resultado é uma mudança no porto, pois cada vez mais há desembarque de navios de bandeiras estrangeiras, ligado ao decrescimo de importancia dos navios portugueses.
Portugal se torna sem importancia para o Brasil. Muitos comerciantes portugueses vão a falencia por causa desta depressão economica de 1810, e isto prepara terreno para a nossa independencia, afinal, são sentimentos de frustação ligados a perdas economicas.
O REINO UNIDO - 1815/1821
Esse afastamento de interesses já mencionado reduz o ideal do imperio luso brasileiro. Esta elevação do Brasil a reino unido de Portugal deu uma autonomia ao Brasil em relação aos interesses europeus. Isso é momento simbolico que deixa para tras o tempo do Brasil colonia e aumenta o status do Brasil. A aclamação de D. João como rei no Rio de Janeiro é tb um evento simbolico que aumenta o status do Rio de Janeiro.
Em 1814/1815 acaba a guerra na Europa. Por que a corte não voltou para lisboa? A politica britanica fez pressão para esta volta, além dos suditos apoiarem esta ideia. Mesmo assim a corte ficou até meados de 1821, e mesmo assim, só uma parte retorna. A corte se manteve no Brasil pois aqui estava o potencial de grandes negocios. Existe o medo do Fantasma da republica, uma questão politica, pois ir embora significaria que não teria mais lugar para a dinastia dos Bragança. As elites que ficaram no Brasil tinham interesses que a corte permanecesse, pois precisavam dos seus cargos e sem a corte seria impossivel mante-los. Em suma, o pensamento foi de: é melhor reinar no inferno do que servir no céu. Voltar para portugal significaria se submeter a inglaterra. Isto representou uma afronta aos interesses britanicos.
Nesta epoca ainda não existe a ideia de Brasil como um territorio unificado e sim um centro de poder emergente que se estabelece no Rio de Janeiro e no seu entorno, que mede forças com Lisboa e qué é olhado com estranheza pelas elites mais distantes, como a do nordeste e do sul. Passa-se a usar a expressão centro-sul na região do Rj e das proximidades, onde a proximidade fisica com o rei é a chave para grandes oportunidades de negocio.
A sociedade de cortes no RJ foi de dimensão cultural, novos habitos de consumo, de diversão cultural, onde o espaço festivo se torna o lar, o que antes era só na igreja. É uma tentativa de equiparar parametros europeus, principalmente de Londres e Paris. Também isso tudo se refere a nova realidade politica de proximidade com o monarca, importante do ponto de vista politico e financeiro, que significava prestigio, poder e oportunidade. Vantagem essa que levou a insatisfação das elites distantes do monarca o que levou a guerras que culminaram na independencia, como a revolução pernambucana de 1817, onde tb era pauta o descontentamento dos impostos determinados pela corte no RJ.
DIDATICA - aula 20/03
AVALIAÇÃO
A avaliação escolar deve ser entendida diferente do que ocorria no passado, apesar de ainda a usarmos como instrumento classificatorio e controlador. Hoje em dia o professor precisa encarar a avaliação como um aspecto diagnostico da aprendizagem.
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
A primeira coisa que pensamos é a prova. As perguntas das provas discursivas devem ser feitas com cuidado, com enunciados claros, com comandos que sejam entendidos pelos alunos e que estejam de acordo com o objetivo da avaliação. Tudo isso evita problemas de entendimento da questão e respostas confusas. As questões de lacunas devem corresponder a dados essenciais e devem ficar no final da frase para evitar duvidas quanto ao enunciado e para o aluno não perder o raciocinio. Deve-se evitar mais de uma lacuna e tb tamanhos diferentes das mesmas, para não dar pistas das respostas. Deve-se tb ter apenas uma resposta certa para cada questão e devemos evitar colocar uma palavra variavel antes da lacuna para justamente não dar dica de resposta da mesma.
Ao corrigir a prova é interessante corrigi-la sem ler o nome do aluno para não se influenciar pela pessoa do mesmo. É interessante corrigir todas as mesmas questões das provas para só então passar para outras questões com o objetivo do professor não ser influenciado pelas respostas dos outros. Erros ortograficos devem ser assinalados, mas não devem ser motivo para se tirar ponto. E é importante corrigir a prova o mais rapido possivel e entrega-la ao aluno para que este aprenda com a correção.
A avaliação escolar deve ser entendida diferente do que ocorria no passado, apesar de ainda a usarmos como instrumento classificatorio e controlador. Hoje em dia o professor precisa encarar a avaliação como um aspecto diagnostico da aprendizagem.
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
A primeira coisa que pensamos é a prova. As perguntas das provas discursivas devem ser feitas com cuidado, com enunciados claros, com comandos que sejam entendidos pelos alunos e que estejam de acordo com o objetivo da avaliação. Tudo isso evita problemas de entendimento da questão e respostas confusas. As questões de lacunas devem corresponder a dados essenciais e devem ficar no final da frase para evitar duvidas quanto ao enunciado e para o aluno não perder o raciocinio. Deve-se evitar mais de uma lacuna e tb tamanhos diferentes das mesmas, para não dar pistas das respostas. Deve-se tb ter apenas uma resposta certa para cada questão e devemos evitar colocar uma palavra variavel antes da lacuna para justamente não dar dica de resposta da mesma.
Ao corrigir a prova é interessante corrigi-la sem ler o nome do aluno para não se influenciar pela pessoa do mesmo. É interessante corrigir todas as mesmas questões das provas para só então passar para outras questões com o objetivo do professor não ser influenciado pelas respostas dos outros. Erros ortograficos devem ser assinalados, mas não devem ser motivo para se tirar ponto. E é importante corrigir a prova o mais rapido possivel e entrega-la ao aluno para que este aprenda com a correção.
AMERICA II -aula 20/03
INDEPENDENCIA DA AMERICA ESPANHOLA
1808 - quebra do pacto colonial
1821 - independência do Peru
1825 - independência da Bolivia
A guerra foi um rompimento brusco com o pacto colonial e tb foi alinear, com vitorias e derrotas. Tudo isso gerou o surgimento dos Estados nação, crises e o principal, a independencia.
Entre 1808 e 1825 ocorre uma grande estagnação economica, o se torna a maior marca do periodo. A maior marca na politica foi a desestruturação da mesma na america espanhola pós guerras de independencia, pois ficaram sujeitas a intensos projetos politicos, como por exemplo, o projeto da Bolivia ser uma monarquia. Isso ocorre porque o rompimento com a Espanha dá liberdade a estes estados-nação de escolher outra forma de governo, o que no Brasil foi diferente, porque já existia no seu territorio a legitimidade da monarquia. E é esse ponto que se difere a independencia do Brasil da America Espanhola. A presença de um principe no territorio brasileiro com legitimidade de governo diferente da queda do rei na america espanhola, ocorrendo um vacuo de poder, pois todos queriam governar. Por isso no primeiro momento fazem governos privisorios até as eleições, mas a recusa de sair do poder leva estas regiões a guerras civis.
Foi um momento de estagnação economica, devido a guerra. Grandes proprietarios ficaram a favor das tropas realistas (espanha) e contra eles existia as tropas anarquicas (americanos). A atividade produtiva se desvalorizou porque o camponês foi convocado para lutar na guerra, e sem preparo, morria, o que levou a terras abandonadas e sem mão de obra. Por isso a economia entrou num ciclo de estagnação, ficando só de subsistencia. Outro fator foi a ordem de dinamitar minhas porque delas vinha os recursos que financiavam a guerra, o que levou, a falta de minerios.
A inglaterra apoiou a independencia, já que a espanha não tinha mais como manter a américa. Então, desta forma, a america se tornou o principal consumidor do mundo e foi a principal financiadora da revolução industrial, pois seu mercado consumidor manteve esta revolução. Mesmo assim, neste periodo de estagnação a inglaterra se viu prejudicada no primeiro momento. Depois viu vantagens pois os estados nação não tinham manufaturas o que demandava um mercado promissor das manufaturas inglesas. Então, desta forma, de uma dominação politica a america se viu dominada economicamente.
Neste momento de instabilidade politica assume o poder militares, de forma ditatorial. Começou as disputas de poder, cada uma, com objetivos proprios. Até mesmo os proprios militares tinham rixas entre eles pela disputa, o que levou a muitos golpes politicos. Outros conflitos eram as disputas politicas entre os proprietarios de terra, que sempre existiu, mas eram contidos pela Espanha. No pos independencia foi formado uma milicia propria, que criavam leis, tinham dinheiro e terras. As pessoas que trabalhavam nestas terras eram convocadas para trabalhar nas milicias e desta forma as milicias se expandem, e em alguns casos, tomam o poder.
Conclusão: desta forma existe uma alternancia de poder, entre militares e civis. Mas, pelos estados nação terem instituições fracas, a tendencia maior é que o governo militar ficasse no poder.
1808 - quebra do pacto colonial
1821 - independência do Peru
1825 - independência da Bolivia
A guerra foi um rompimento brusco com o pacto colonial e tb foi alinear, com vitorias e derrotas. Tudo isso gerou o surgimento dos Estados nação, crises e o principal, a independencia.
Entre 1808 e 1825 ocorre uma grande estagnação economica, o se torna a maior marca do periodo. A maior marca na politica foi a desestruturação da mesma na america espanhola pós guerras de independencia, pois ficaram sujeitas a intensos projetos politicos, como por exemplo, o projeto da Bolivia ser uma monarquia. Isso ocorre porque o rompimento com a Espanha dá liberdade a estes estados-nação de escolher outra forma de governo, o que no Brasil foi diferente, porque já existia no seu territorio a legitimidade da monarquia. E é esse ponto que se difere a independencia do Brasil da America Espanhola. A presença de um principe no territorio brasileiro com legitimidade de governo diferente da queda do rei na america espanhola, ocorrendo um vacuo de poder, pois todos queriam governar. Por isso no primeiro momento fazem governos privisorios até as eleições, mas a recusa de sair do poder leva estas regiões a guerras civis.
Foi um momento de estagnação economica, devido a guerra. Grandes proprietarios ficaram a favor das tropas realistas (espanha) e contra eles existia as tropas anarquicas (americanos). A atividade produtiva se desvalorizou porque o camponês foi convocado para lutar na guerra, e sem preparo, morria, o que levou a terras abandonadas e sem mão de obra. Por isso a economia entrou num ciclo de estagnação, ficando só de subsistencia. Outro fator foi a ordem de dinamitar minhas porque delas vinha os recursos que financiavam a guerra, o que levou, a falta de minerios.
A inglaterra apoiou a independencia, já que a espanha não tinha mais como manter a américa. Então, desta forma, a america se tornou o principal consumidor do mundo e foi a principal financiadora da revolução industrial, pois seu mercado consumidor manteve esta revolução. Mesmo assim, neste periodo de estagnação a inglaterra se viu prejudicada no primeiro momento. Depois viu vantagens pois os estados nação não tinham manufaturas o que demandava um mercado promissor das manufaturas inglesas. Então, desta forma, de uma dominação politica a america se viu dominada economicamente.
Neste momento de instabilidade politica assume o poder militares, de forma ditatorial. Começou as disputas de poder, cada uma, com objetivos proprios. Até mesmo os proprios militares tinham rixas entre eles pela disputa, o que levou a muitos golpes politicos. Outros conflitos eram as disputas politicas entre os proprietarios de terra, que sempre existiu, mas eram contidos pela Espanha. No pos independencia foi formado uma milicia propria, que criavam leis, tinham dinheiro e terras. As pessoas que trabalhavam nestas terras eram convocadas para trabalhar nas milicias e desta forma as milicias se expandem, e em alguns casos, tomam o poder.
Conclusão: desta forma existe uma alternancia de poder, entre militares e civis. Mas, pelos estados nação terem instituições fracas, a tendencia maior é que o governo militar ficasse no poder.
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