sábado, 8 de setembro de 2012

CONTEMPORANEA 1 - 6/09


CONTEMPORANEA 1- AULA 6/09

A COMUNA DE PARIS – 1871

A comuna possui vários significados.  O primeiro é sua associação com o termo comunismo, o que na verdade não é o termo mais adequado. Então o significado que esta palavra assume é de governo autônomo de trabalhadores e democrático, independente onde tem paris a sua sede.

A comuna se via como uma federação de bairros, com democracia direta, onde cada bairro tem uma assembleia com debates sobre a cidade e elegendo representantes. O seu fracasso se deu por não ter um plano concreto e coeso e por falta de um momento de paz já que se deu em tempo de guerra. Existia a falta de experiência militar, pois eram trabalhadores armados. Os membros da comuna eram vistos pelo governo oficial como bandidos e por isso o exercito francês buscou o extermínio.

É uma historia de guerra e de construção de uma nova sociedade.  A assembleia da comuna era o seu coração e paris se separa do resto da frança  como se fosse uma cidade-estado. É um governo soberano, independente e autônomo.  O objetivo é abolir a diferença entre governantes e governados, onde cidadãos trabalham e governam a si mesmos.

A cada decreto era elaborado um cartaz afixado na cidade para que todos pudessem ver as decisões tomadas e debaterem.  Alguns falavam em acabar com privilégios da burocracia, falavam sobre medidas trabalhistas, perdão das dividas, medidas de cunho social, em suma, medidas que sugerem ações futuras pois a maioria das diretrizes só ficaram no papel, por falta de tempo na concretização das mesmas.




CONTEMPORANEA 1 - 30/08


CONTEMPORANEA 1 – AULA 30/08

PRIMAVERA DOS POVOS – 1848/1849

É uma revolução liberal e burguesa e de trabalhadores com elementos ligados ao social.  Teve um sucesso inicial, semeando esperança, com epcentro na frança onde a monarquia constitucional é derrubada e a proclamação da republica dá inicio a essas revoluções na europa. 

A derrota da revolução se deu devido ao seu radicalismo e ousadia das propostas. Combinação entre o nacionalismo e socialismo. A ideia de unificação levou proprietários de terras ir a favor das revoluções na italia e Alemanha, onde diversos povos estavam dominados por uma corte estrangeira.  Esses ideais uniram a classe media, proprietários de terras, e trabalhadores pobres.

O radicalismo das propostas afastou os liberais ricos, já que estes não queriam mudanças socialistas e em 1848 e 1849 ocorre a união desta burguesia junto com os conservadores contra a ameaça à propriedade.

O partido da Ordem dá inicio a reformas através de uma modernização conservadora aliada a paz social que só será quebrada com o levante de paris.
Contribuição: Juliana Zonzim

BRASIL 3 - 5/09


BRASIL 3 – AULA 5/09/2012

A POLITICA DA ABOLIÇÃO

Por que o Brasil foi o ultimo país a abolir a escravidão? Devemos pensar como esta monarquia foi construída.  Esses homens do estado são proprietários de terra e por isso possuem interesses na escravidão. Então é uma relação econômica e cultural, então mexer nisso poderia detonar uma crise na monarquia, já que a consolidação do estado precisa da mão de obra escravista.  As elites não incentivam a imigração já que ganham dinheiro com o trafico negreiro.

A mão de obra escrava controi as obras publicas. Existe um aumento da chegada de escravos devido a expansão do café e aumento das obras na cidade do RJ.  Esta escravidão urbana tem o conceito de escravo ao ganho, ou seja, escravos que trabalham para seus senhores e possuem outras funções em outros lugares, onde parte desta renda vai para o dono e o restante é guardada para comprar sua alforria.  Os donos aceitam o valor porque percebem que a abolição está chegando devido as leis abolicionistas graduais.

Um dos acordos com a chegada de D. João no Brasil com a ajuda da Inglaterra era que acabasse a escravidão no brasil para aumentar o mercado consumidor e também para diminuir a competição com o mercado do brasil, já que seus trabalhadores eram escravos e por isso seus produtos mais baratos diferente das empresas de outros países que tinham que pagar seus trabalhadores e portanto produtos mais caros. Também tem a ver com o puritanismo  inglês, um argumento dos quakers como marca do mundo todo que a escravidão era imoral. Então esses interesses ligados a moral, a economia, a politica e a cultura, e além do discurso de progresso que a Inglaterra tem é que fizeram que o acordo incluísse o fim da escravidão. O que não ocorreu.

Então não foi a pressão inglesa que deu os passos para abolição e sim debates no brasil sobre a situação e portanto a abolição é fruto destes debates e aconteceu de forma gradual e lenta.

Em 1850 foi aprovado o fim do trafico. O estado já está consolidado, a elite tem cargos e o mercado de escravos está abarrotado. Então o fim do trafico ocasiona a condição de africano livre. Com isso o traficante seria julgado pela corte nacional com leis inglesas e o proprietário por uma corte local. O trafico acabou mas ainda temos a escravidão. A questão não é quando fazer a abolição e sim como.

Em 1871 ocorre a lei do ventre livre, onde o escravo nasce livre e fica com a mãe até os 8 anos. Nessa hora o senhor vende o ingênuo ao estado ou o utiliza como trabalhador até os 21 anos, onde o escravo junta pecunio para sua alforria e o senhor é obrigado a aceitar o valor. Com isto ocorre um racha entre senhor e estado já que a lei do ventre livre diminui o poder dos senhores.

Projetos abolicionistas ocorrem de forma gradual, mas com a ideia, eu perco meu escravo mas tenho que ganhar uma indenização do estado.  A lei do exagenário é um exemplo, onde todos os escravos com mais de 60 anos devem ser libertos mas existe a indenização por tempo de trabalho e por isso o escravo trabalha mais 5 anos. Os argumentos dos conservadores para segurar a escravidão é que de que serve abolir escravos com mais de 60 já que estão muito velhos para serem inseridos na sociedade.

BRASIL 3 - 29/08


BRASIL 3 – AULA 29/08

A GUERRA DO PARAGUAI – 1864/1869

Na década de 50 houve um boom dos historiadores sobre a guerra do Paraguai. Na era do capital se levanta a ideia o absurdo da guerra e o imperialismo inglês que fez com que tivesse esses conflitos entre Paraguai e Brasil, devido a interesses da Inglaterra na américa latina. Nos anos 80 no livro maldita guerra existe um olhar internacional sobre a guerra.

A guerra do Paraguai durou  4 anos e 7 meses e desestruturou países recém saídos de ser colônia e estão em processo de formação de identidade nacional.  Ser patriota significava ir para a guerra. Mas é uma ironia porque os proprietários não doam escravos para a guerra e isso faz com que o estado tenha que comprar escravos para a guerra e formar um exercito profissional o que foi custoso.

A guerra do Paraguai foi o resultado de conflitos de terras (estados) que estavam se consolidando.  A produção historiográfica está olhando para a questão da formação nos estados e nações devido aos choques que estes países já tinham entre si e que com a independência esferveceu.

O Paraguai é um pais que não tem saída para o mar e por isso precisa negociar o tempo todo saída para o atlântico. O caminho mais fácil é pelo Uruguai. O Brasil se intrometeu nesta questão devido sua proximidade com o Uruguai desde a farroupilha, já que os farrapos tem redes com o sul e não com a corte.

Caxias é presente na guerra do Paraguai. A argentina recua devido guerras internas. O Brasil fica até 1870 em assumpção cumprindo divisão de contrato, onde a população do Paraguai perdeu 30% de suas terras. Tambem estavam trabalhando a memoria local para que solano Lopes não vire um mártir.

O Paraguai é representado na figura de solano Lopes e os chargistas da época o colocavam como bárbaro nos jornais brasileiros. Por isso o Brasil foi com a função de civilizar o local, já que o mundo considerava o modelo de corte como civilizatório.

A guerra: existe o despreparo do exercito brasileiro devido a própria direção que não foi de preferencia militar. Esse modelo se deve a Portugal onde os filhos dos ricos não iam para o exercito e sim trabalhar no estado em formação.  Para encarar a topologia paraguaia cheia de altos e baixos, lama e mangue, caxias foi treinado na argentina que já conhecia o local. Então o exercito entra na guerra e divulga sua vitória.  

No meio da guerra caxias volta alegando doença.  A  imprensa o chama de covarde, mas caxias se torna construção de um herói na era vargas com o objetivo de reunificação nacional. Ele não é um chefe militar e sim politico, sendo chefe do partido conservador.  Então o conde d’eu vai para a guerra no lugar de caxias e troca os fornecedores de suprimentos. Conclusão: o soldado passa fome e começam saqueamentos, violência, estupros.

Em suma, a guerra do Paraguai vai ser um marco na construção da nação. Isto é visto através de quadros oficiais pagos.  O Brasil sempre quis a hegemonia e o caráter expansionista para si e o acordo entre Paraguai e Uruguai poderia prejudicar este plano.  Neste sentido o Brasil se via como um modelo de civilização e o Paraguai um modelo de barbárie.

O Brasil era composto de um exercito negro, de africanos livres. Depois vai para a guerra escravos comprados, ou alguns doados – escravos em piores estado e alistamento de voluntários.  Os senhores se negam a enviar seus familiares o que tornou a relação com a monarquia delicada.  Isto gera um rombo nos cofres públicos e aumento de casamentos para isenção da guerra.

AMERICA 3 - 4/09


AMERICA 3 - 04/09

REVOLUÇÃO MEXICANA - 1910/1917

Em 1810 ocorreu a privatização das terras indigenas que antes eram do usufruto dos nativos. Estas terras foram apropriadas pelos espanhois. Movimentos aconteceram mas foram logo reprimidos. Em 1821 houve um processo de independencia conduzida pela elite para manter o conservadorismo. Os conservadores (exercito, igreja catolica, proprietarios de terra) queriam a independencia porque na espanha  houve revoluções liberais que reduziram o poder dos reinos através de um parlamento. Isto foi um desagrado pois poderia significar movimentos indigenas e populares também no mexico. Então a independencia do mexico seria a saida para manter as instituições vigentes. Desta forma se formou o regime republicano no mexico.

Era tradição golpes para chegar ao poder. Durante a formação deste estado nacional houve conflitos entre os centralistas (queriam o estado nacional centralizado) e os federalistas (queriam a soberania local). Mas o que se percebe é que a primeira constituição é centralizadora e não foi aceita pelos federalistas e a segunda constituição foi de cunho federalista.  Em 1850 os liberais estão no poder e ocorre uma constituição que produz um governo nacional forte e que resguarda o poder das provincias. Mesmo assim, o conflito entre conservadores e liberais continuou havendo alternacia de poder.

Os conservadores tinham como base social a igreja. Eram grandes proprietarios de terra e tinham ao seu lado o exercito. Seu projeto é de pouco alterar a realidade do poder colonial. Já os liberais ficavam nos setores urbanos e seu projeto era de consolidação do capitalismo no mexico. Tinham a proposta em tornar os camponeses em pequenos proprietarios de terra para abastecer o  comercio interno.

Em 1855 os liberais ficam no poder em razão da perda da guerra para os EUA, onde os conservadores estavam no poder. Por espolio de guerra perderam terras como o texas e california. Os liberais ganham legitimidade e começam a colocar em pratica suas propostas o que gerou conflitos com a igreja a partir da lei lerdo, onde a igreja tinha que vender suas propriedades para tornar sua terra produtiva, o que não foi feito. Então os liberais confiscaram essas terras.  Para tentar voltar ao poder os conservadores se aliaram a França com a proposta de um regime monarquista no mexico. O governo liberal foi derrubado e Maximiliano se tornou imperador com o apoio dos conservadores que queriam a voltados seus privilegios mesmo que isto significasse colocar o mexico nas mãos externas. Mas, maximiliano não alterou a politica liberal o que causou descontentamento nos conservadores. Os liberais se armaram para destituir maximiliano com um lema nacionalista. Maximiliano foi fuzilado e os conservadores considerados inimigos da patria.

Os liberais passam a ter hegemonia politica. Porfirio Diaz sobe ao poder em 1876, e seu regime politico foi conhecido como porfiriato caracterizado pela pax porfiriana, ou seja, havia a consolidação do seu poder, estabilidade, pacificação, retomada da igreja, expansão econômica, expansão no setor exportador e tinha relações prioritárias com os EUA. Afastou as oligarquias opositoras e distribuiu cargos. Então a pax estava ligada a interesses desse poder.  A relação com a classe media foi de pax devido a ascensão econômica e isto gerou empregos. A classe operaria tem condições difíceis o que leva a movimentos contrários a Porfirio. No campo os trabalhadores eram repreendidos pelos rurales, sustentados pelos grandes proprietários de terra. Houve a expansão dos latifúndios.

A crise dos EUA afeta o mexico, ou seja, o regime porfiriato pela retração do  mercado o que levou ao desemprego  e ao descontentamento da população. Movimentos de oposição a Diaz começam em prol a democratização. Diaz perde sua base de apoio, acontece movimentos operários e no campo. Os setores oligárquicos tb se tornam opositores.

Em 1910 houve eleições presidenciais e Diaz se candidatou contra Francisco Madero (partido anti reeleicionista). Devido as fraudes eleitorais Diaz venceu e os opositores se conspiraram para destituir diaz. No dia 20/11/1910 houve simultaneamente movimentos armados contra o governo no país. O movimento ganhou força e começaram a ter apoio dos setores rurais liderados por Pancho Vila e Emiliano zapata onde reivindicavam a reforma agraria.

AMERICA 3 - 28/08

AMERICA 3 - AULA 28/08

AMERICA LATINA
CRISE DO ESTADO OLIGARQUICO (1900 - 1930)

Em 1930 houve o inicio da grande depressão economica mundial e o resultado disso foi um colapso nos sistemas oligarquicos na américa latina. O fator para esta crise foi o modelo primário exportador que se mostrou vulnerável às crises ciclicas do capitalismo.  Na crise o mercado não consegue absorver o que se produz e isto gera desemprego, diminuição do consumo e recessão. Isto acontece porque os paises industriais diminuem a compra de exportação da américa latina.

Os produtos da america latina ficaram acumulados e com isso aconteceu a diminuição dos preços. Isto se deu porque quando se prioriza a exportação a economia fica dependente do mercado externo.  Esta crise foi na economia, na politica e gerou tensão social. Aumentou a pobreza, o desemprego e perda do poder aquisitivo da classe media.

As oligarquias começam a ter dificuldade em manter o poder. Nos centros urbanos acontecem manifestações de carater antioligarquico. A burguesia e os camponeses também se manisfestam em prol da priorização do mercado interno. Imprensa e intelectuais começam a reivindicar alternativas para a crise e uma delas é o nacionalismo, priorizando o mercado interno.

O estado oligarquico comprou produtos para tentar se manter no poder. Mas, mesmo assim ocorrem manifestações das classes medias (defendiam eleições livres e participação no poder), da burguesia (queria incentivo ao mercado interno), dos camponeses e operarios (melhores condições de trabalho). Surgem partidos socialistas, com destaque para argentina e chile. Greves foram feitas mas existia muita repressão aos operarios e aos camponeses.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

GRUPO COM OS TEXTOS

 A Rejane fez um grupo onde ela coloca os textos que estão sendo dados no 5º periodo de historia, piedade, manhã.

Quem quiser ter os textos o endereço é:

 https://sites.google.com/site/historiaeconomicaugf/